“Naquele tempo ser baliza era o máximo…”
Por: Josaine Airoldi
Reunião.
Blá! Blá! Blá! Blá! Bla!…
Intervalo, enfim!
Banda da escola. Expectativa total. Estão no começo. Bem no começo. Nós seremos a sua primeira plateia.
Todos têm uma história para contar sobre banda escolar.
Olho em volta somos da mesma geração.
Entram ordenadamente.
Direita volver.
Esquerda volver.
Nada mudou.
A mente viaja. Escola Tomaz. Início da década de 80. Época em que era obrigatória a perfeição nos desfiles cívicos. Desfilávamos marchando. Esquerdo. Direito. Esquerdo. Direito… Olhar rente a cabeça do colega da frente. Uniforme impecável. Impecável também tinha que ser a nossa apresentação. Ensaiávamos quase todas as tardes durante o mês de agosto.
Sempre fui alta. Ficava por isso no final da coluna. Além disso, era desengonçada.
O fato é que mesmo de lá eu a via. Linda. Magnífica. Bailava e encantava a frente dos batalhões enquanto ouvia-se o som da banda municipal.
Eu sabia que nunca ocuparia aquele posto, mas desejava.
Naqueles tempos idos, não era proibido sonhar.
21/ 07/ 2.010
