Por: Josaine Airoldi
A história era para ser minha e do Moacir, mas o destino não quis. – disse certa vez Jussara.
Como contra o destino não há como lutar – assim alguns acreditam – tornou-se a história de Moacir e Jurema.
Jussara gostava do Moacir.
Moacir, talvez gostasse de Jussara.
Jurema também gostava do Moacir.
Enquanto Jussara acreditando que seria feliz para sempre com Moacir numa casinha que não fosse de sapê, Jurema anuncia que engravidou.
Talvez o desenlace desse folhetim fosse diferente se não houvesse a presença do filho nessa história.
O fato é que diante do acontecido, ao pai não restou alternativa – o casamento entre Jurema e Moacir era necessário e urgente – mesmo sabendo o quanto magoaria Jussara – a filha mais querida.
Tempos depois Jussara não suportando a desilusão bem longe dali foi morar e com outro se casou.
Assim tristes ficaram os três.
Cada um escondendo suas dores e decepções com frágeis máscaras.
Moacir na bebida encontrou acalento.
Jurema na mágoa mergulhou.
Jussara percebendo que nem sempre encontraria abrigo, naquele que escolheu para substituir Moacir, filho com ele, nunca quis ter.
Sempre que esse assunto é trazido à tona, percebo o olhar distante dela, como tivesse tentando se convencer que não era para ser.
Quem de nós poderá saber?
29/04/2.020
