Por: Josaine Airoldi
É só comprar outro – ele me diz.
Se eu tomasse a medicação indicada pararia de dar importância para coisas pequenas do dia a dia.
Ele fala sobre os componentes químicos do remédio como um aliado.
As pessoas vão continuar fazendo coisas que te desagradam, porém tu não darás essa dimensão, ou seja, não tente mudar o outro, tenha outra visão sobre o acontecido.
-Se o vinho que vocês compraram para tomarem juntos foi tomado sem a tua participação é só comprar outro. Simples assim.
– A casa está bagunçada? Contrate uma faxineira.
– Está cansada? Descanse!
– Aprenda a dar outra resposta a tudo que te incomoda.
Parece fácil ouvindo.
Estou quase convencida que tem razão.
Mas, quando usa o exemplo, que se alguém escolhe trabalhar num ambiente sem janela, mas com ar–condicionado…
Olho em volta e percebo que está se referindo a própria situação, que é uma maneira de se convencer que fez a escolha certa.
Ele volta a falar do remédio como se fosse um velho amigo.
Minha mente viaja.
Estou analisando o psiquiatra.
Conhecer o ser humano é uma dádiva e um tormento.
Às vezes, se torna complicado a convivência com certas pessoas, pois se entende além do que é dito.
Todos nós temos nosso calcanhar de Aquiles.
Será que para isso existe remédio?
22/01/2.020
