Última conversa

Por: Josaine Airoldi

Eu tenho necessidade de encerrar ciclos escrevendo, eu sei que sabe disso, pois foi isso que de certa forma, nos aproximou…  – Foi assim que comecei a última mensagem que te enviei.  

Quero dizer, outra vez, que foi muito bom conversar contigo, porque suas mensagens que foram surgindo, de maneira despretensiosa, acrescentaram mais leveza a minha rotina.

Acredito mesmo que seja alguém inteligente, interessante, educado, que lê e gosta o que eu escrevo, que não me considera louca por não querer nada pela metade, que não usa o que eu digo contra mim…

Talvez o que ainda não tenha dito é que enquanto aguardava notícias suas, percebi que, estava novamente tentando me encaixar no mundo de alguém sem nenhuma ressalva e como sempre achei que, tudo estava sob meu controle e como sempre estava enganada.

O que há de novo é que dessa vez,  fui em busca de respostas para o meu comportamento autodestrutivo e pelo meu constante caos emocional. Tinha determinado que estava mais que na hora de parar de “andar em círculos” e … como diz a música de uma banda daqui deste lado do planeta – que acho conhece: “Eu não vim até aqui para desistir agora…”

Assim, aos poucos, fui sendo apresentada para o que significa: dependência emocional, reconhecimento de algo familiar, tentativa de receber afeto… e muitas outras expressões que nunca tinha ouvido falar, mas sei como ninguém, o que significam.

O fato é que preciso dessa última conversa  – para lhe dizer que, embora tenha gratidão por tudo que vivemos do jeito inusitado que criamos, também fiquei com uma sensação de decepção – por simplesmente ter “desaparecido” – porque sempre combinamos de ser verdadeiros um com o outro.

Eu continuo cumprindo a minha parte no nosso “acordo”, tanto que sou capaz de dizer que consigo, neste momento, entender seu comportamento, talvez por termos as mesmas dores emocionais…

Enfim,  sendo bem clichê:  o que me resta agora é recalcular a rota…

16/07/2.025

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