Por: Josaine Airoldi
Enxaqueca infernal.
Começou no início da tarde.
Achei que passaria rápido, mas me enganei.
Calor insuportável em pleno mês de julho.
Não era para estar frio?
Depois de um dia exaustivo, enfim, chego em casa.
Lembro que hoje é dia de reunião partidária aqui em casa – coisas do meu marido.
Olho em volta, está tudo bagunçado.
Estão todos na sala conversando sem parar.
Ninguém se importa com minha presença.
A minha cabeça parece que vai explodir.
Tento dormir.
Levanto.
Acendo a luz.
Ficar quietinha no escuro não resolveu dessa vez.
Não tem jeito, me rendo ao salvador das que sofrem de enxaqueca – o remédio – no meu caso é o Cefaliv.
Começo a escrever sem parar.
A dor?
Continua.
A reunião também.
Amanhã é dia da faxina.
O sono, enfim, chega…
07/07/2.010
