Por: Josaine Airoldi
Às vezes, basta tentar um caminho ainda não percorrido.
Estou há dias tentando concluir um curso on-line e não consigo. Já fiz quase tudo e não consigo receber a resposta: 100% concluído.
Por falta de atenção, talvez, ou por má-vontade eu abri páginas em excesso e não consigo fechá-las. Não quero pedir ajuda.
Tenho vergonha de explicar para algum desconhecido que eu abri oito páginas indevidamente, ou seja, eu consegui repetir o mesmo erro por oito vezes.
Eis, então, que sigo a ordem dos fatores e qual não foi minha surpresa: eureca!
Consegui.
Tão simples.
Oh! Não, faltou luz!
Continuo tateando as teclas, mesmo no escuro, preciso aproveitar que estou inspirada para escrever.
Afinal, para alguma coisa tem que servir ter morado tantos anos em um lugar sem luz elétrica.
Minha mãe dizia que eu era teimosa igual a porco de cangalha.
Cangalha eram três pedaços de paus amarrados com arame em forma de triângulo que eram colocados nos porcos para que estes não fugissem do cercados onde ficavam. Mesmo assim sempre tinham os que não se intimidavam com tal artifício e tentavam sair, ficando presos… Afinal, era para isso que as cangalhas serviam…
Tem momento que me sinto assim: teimo em algo que, apesar de perceber que não está certo, eu continuo…
Não consigo parar ou consigo e opto por prosseguir… É como se a insistência fizesse tudo se resolver.
Claro, posso culpar o déficit de atenção, que faz um estrago em qualquer vida por aí, se não tratá-lo corretamente…
Ai se alguém segura o leme / Dessa nave incandescente… – dizem Kleiton e Kledir na minha mente, que já se desviou do que estava fazendo…
27/04/2.020
