Por: Josaine Airoldi
– Acabou – ele me disse.
Como achou que eu não tivesse entendido, continuou…
– Não sinto a tua falta quando estou sozinho ou com meus amigos. – explicou que observou isso, após ter sido orientado pela sua psicóloga.
Naquele momento eu não tinha a menor condição de ter qualquer tipo de empatia por nada que pudesse dizer. Não me importava se ficasse comigo apenas por compaixão.. Eu nunca tinha gostado dele mesmo, mesmo assim tinha encarado vários perrengues ao seu lado, nunca tinha reclamado das inúmeras vezes que falou como foi traído pelas ex, incentivei para que fizesse a tão sonhada Faculdade de Direito… então achei justo que fosse de capaz de me amparar durante o meu luto materno.
Ele foi cruel o mais que pode, talvez para se fazer entender:
– Não quero mais…. Não te amo mais. Tenho 40 anos… Preciso ser alguém e tem que ser longe de ti… Acabou!
Como sempre: estava irredutível…
– Vou embora. – Disse por fim.
Foi.
26/06/2.010
P.S. Um tempo depois antes de fazer uma cirurgia simples – mas como requeria anestesia geral – resolvi me despedir de algumas pessoas, então liguei para ele – usando o Ericsson tinha me dado para poder falar comigo sempre que quisesse – e disse umas verdades que tinha vontade. Acho que não achou muito agradável saber como eu me sentia em relação ao seu desempenho sexual.
26/10/2.025
