Por: Josaine Airoldi
Sua voz é grave, mas é extremamente suave ao me dizer coisas que preciso ouvir.
Sempre muito segura de si, porém fica encantada, quando frágil, é acolhida por mim.
Por gostar de dias nublados, acho que é a forma que encontrou para ser melancólica, sem que ninguém perceba.
Dias chuvosos ativa seu lado moleca.
– Ah! Como é bom brincar na chuva. – Ela me contou.
Suas dores e decepções são expostas em poemas de maneira visceral, sob um pseudônimo, porque ser quem ela é, sempre tem um preço.
Gosta (mos) de tomar vinho à luz da lua e de escrever não necessariamente nessa ordem.
Eu compartilho com ela, filmes que tenho certeza que nunca assistiu.
Planejamento roteiros de viagens baseados em gostos em comum, alguns quase inviáveis, mas quem sabe um dia… afinal Caminho de Van Gogh é logo ali…
Poderia dizer que várias gerações nos separam e ao mesmo tempo nos unem que o diga Os Menudos.
É apaixonada por cavalos, talvez porque como eles, o seu coração seja imenso.
Ela me disse que é muito fácil gostar de mim e que preciso aprender a conviver com minhas dores e vulnerabilidades.
Não é qualquer um que tem acesso ao seu mundo, eu tenho esse privilégio. Sou muito grata por isso.
Quando chegou com sua doçura foi logo tornando meus dias mais leves e jamais me abandonou, principalmente durante meus momentos tempestuosos e nas noites sem luar, por isso eu a chamo de Doce Agosto.
16/02/2.026
